Quinta, 28 Outubro 2021

Notícias Gerais

Três das sete cidades da Grande SP rebaixadas no plano de flexibilização não vão acatar reclassificação, dizem prefeitos

Osasco, Barueri e Itapevi afirmam que vão pedir reavaliação ao governo do estado e judicializar a questão para se manterem na fase amarela do Plano São Paulo. Municípios dizem que indicadores individuais das cidades são diferentes da região onde estão inseridos.

 Três das sete cidades da Região Oeste da Grande São Paulo, rebaixadas para a fase laranja do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena, anunciaram neste sábado (8) que não vão seguir a determinação do governo do estado e vão manter as regras de flexibilização da fase amarela.

 

Osasco, Barueri e Itapevi não receberam bem a notícia do rebaixamento e afirmaram que vão manter o comércio aberto, mesmo com a recomendação do governo do estado para adoção de medidas mais restritivas.

O prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), afirmou que vai pedir reavaliação das cidades ao Comitê de Contingência do Coronavírus de SP e também judicializar a questão.

“O Plano São Paulo determinou que Osasco está individualmente na fase amarela, então, vamos seguir isso. Vamos pedir uma reconsideração tanto para o Governo do Estado de SP, quanto para o poder judiciário para usar, permanecer na fase amarela, não na fase laranja, que é uma fase regional e não municipal”, disse Lins.

“Enquanto não tiver nenhuma manifestação contraria a isso, vou obedecer a classificação da cidade de Osasco. Eu não respondo pela região. No Plano São Paulo, Osasco está classificado com uma nota numero 3, que deixa a cidade na fase amarela”, argumenta o prefeito.

Outro município que também não concordou e vai continuar na fase amarela é Barueri. O prefeito da cidade, Rubens Furlan (PSDB), até postou um vídeo nas redes sociais falando sobre o assunto.

“Fui surpreendido porque todas as exigências estabelecidas pelo estado estamos cumprindo rigorosamente. Estamos abaixo dos índices que eles exigem, que a gente tem que permanecer na fase amarela. Dos seis itens que o estado estabelece, três deles nos coloca numa fase 3 verde. Não tem nenhuma razão para estar na cor laranja. Aqui em Barueri nós vamos permanecer na cor amarela por decreto meu”, afirmou o prefeito.

A Prefeitura de Itapevi também não concordou com a reclassificação e recorreu à Justiça neste sábado (8) para continuar na fase amarela.

“Desde o início da pandemia, priorizamos a vida da população e nos preocupamos muito com a geração de emprego e renda na cidade. Hoje, Itapevi está com sistema de saúde controlado e seguro, não há necessidade de regredir para ‘fase laranja’, como o estado determina. Por este motivo ingressamos na Justiça com pedido para que mantenha o município na ‘fase amarela’”, declarou o prefeito de Itapevi, Igor Soares (Podemos).

Reclassificação

Ao todo, sete cidades da Região Oeste regrediram no Plano São Paulo e agora terão que voltar a adotar medidas mais rígidas de isolamento social na fase 2 - laranja:

  • Osasco
  • Barueri
  • Carapicuíba
  • Itapevi
  • Jandira
  • Pirapora do Bom Jesus
  • Santana de Parnaíba

Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus decidem se ficam ou não na fase laranja na segunda-feira (10). Jandira disse que está com os indicadores da fase verde e que não espera regredir. Carapicuíba ainda avalia os dados da saúde.

Segundo o governo paulista, as sete cidades foram rebaixadas por conta do aumento do número de mortes e casos confirmados da Covid-19 na região.

"No caso da Região Oeste, nós tivemos um aumento de internações, de casos e de óbitos. De internações [o aumento foi] de 7%, um aumento de óbito de 11% e um aumento de casos [confirmados da doença] de 43%. Esse aumento de óbitos que foi o principal ponto, que fez com que a região retrocedesse para a fase laranja", afirmou a secretária estadual do Desenvolvimento Econômico, Patrícia Helen.

Na fase 2 - laranja, as cidades precisam obedecer as seguintes regras de restrição:

  • Academias e salões de beleza vão ter que fechar;
  • Bares e restaurantes não podem receber clientes. só podem funcionar com os serviços entregas;
  • Escritórios e comércio terão que reduzir o horário de funcionamento;
  • Shoppings vão ter que limitar a capacidade e ter horário reduzido de funcionamento.

Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (7 de agosto). — Foto: Divulgação/Governo de SP

Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (7 de agosto). — Foto: Divulgação/Governo de SP

 

Governo de SP

O governo de São Paulo atualizou nesta sexta-feira (7) a situação das regiões no Plano São Paulo de reabertura gradual das atividades econômicas e anunciou que nove regiões avançaram para a fase amarela, que permite o funcionamento de bares, restaurantes, comércio e outras atividades não essenciais. Apenas uma região foi rebaixada.

A mudança feita pela gestão João Doria (PSDB) nas regras de ocupação de leitos de UTI e margem de erro nos critérios de evolução da epidemia permitiu que as regiões fossem para a fase amarela com mais facilidade. Entre elas, Ribeirão Preto e Piracicaba, que estavam na fase vermelha na última sexta-feira (31) devido ao alto índice de ocupação hospitalar, e foram agora direto para a fase amarela.

Com a nova classificação, 86% da população do estado está agora na fase amarela. Embora a meta inicial para a volta da aulas presenciais tenha sido alcançada, o governo decidiu adiar o retorno às escolas no estado para 7 de outubro.

As regiões de Araçatuba, Marília, Bauru, Sorocaba, Taubaté, Campinas, e São João da Boa Vista passaram da fase 2 (laranja) para a fase 3 (amarela) nesta sexta-feira (7). Já as regiões de Piracicaba e Ribeirão Preto, migraram direto da fase 1 (vermelha), em que apenas serviços essenciais são permitidos para a fase amarela.

A única região que regrediu nesta sexta foi a Grande São Paulo Oeste (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora de Bom Jesus, Santana do Parnaíba), que passou da fase amarela para a fase laranja. Com isso, a área se junta à subregião Norte da Grande São Paulo (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã), que já estava na fase laranja e permaneceu.

O restante da Grande São Paulo, incluindo a capital, permanece estável na fase amarela.

As alterações do Plano São Paulo acontecem a cada 2 semanas, quando é permitido que as regiões evoluam de fase. No entanto, caso exista piora nos índices, as regiões podem regredir na semana de intervalo.

Essa foi a primeira reclassificação no Plano São Paulo após as mudanças de critério feitas pela gestão no dia 27 de julho, que alteraram critérios os índices monitorados, como por exemplo, o percentual máximo de leitos de UTI ocupados permitidos nas fases amarela e verde.

Principais alterações nos critérios de classificação do Plano São Paulo:

  • Taxa máxima de ocupação de UTI para uma região passar da fase laranja para a amarela passou de 70% para até 75%.
  • Taxa máxima de ocupação de UTI para uma região passar da fase amarela para a verde passou de 60% para um percentual entre 70% e 75%.
  • Regiões estão impossibilitadas de avançarem ou regredirem de fase por ponto percentual, por isso, a gestão desenvolveu uma margem de erro de 0,1 para critérios de evolução da epidemia e de 2,5 para capacidade do sistema de saúde.
  • Foram acrescentados os critérios de óbito e internação para cada 100 mil habitantes para que uma região passe da fase amarela para a verde.
  • Regiões devem passar 28 dias consecutivos na fase amarela antes de evoluírem para a fase verde.
 

Regiões na fase vermelha:

  • Franca
  • Registro

Regiões na fase laranja:

  • Sub-região Oeste da RMSP
  • Sub-região Norte da RMSP
  • São José do Rio Preto
  • Barretos
  • Presidente Prudente

Regiões na fase amarela:

  • Baixada Santista
  • Município de São Paulo
  • Sub-região Leste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)
  • Sub-região Sudeste da RMSP
  • Sub-região Sudoeste da RMSP
  • Araraquara
  • Araçatuba
  • Ribeirão Preto
  • Piracicaba
  • Bauru
  • Marília
  • Sorocaba
  • São João da Boa Vista
  • Taubaté
  • Campinas

Plano São Paulo

Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:

  • ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • total de leitos por 100 mil habitantes;
  • variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
  • Na fase verde também é considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes;

Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

  • Fase 1 - Vermelha: Alerta máximo
  • Fase 2 - Laranja: Controle
  • Fase 3 - Amarela: Flexibilização
  • Fase 4 - Verde: Abertura parcial
  • Fase 5 - Azul: Normal controlado

Reabertura de setores da economia:

  • Fase vermelha: Permitido o funcionamento apenas de serviços essenciais.
  • Fase laranja: Também podem reabrir imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings podem reabrir, mas com restrições.
  • Fase Amarela: Também podem reabrir salões de beleza, bares, restaurantes, academias, parques e atividades culturais com público sentado podem funcionar, mas com restrições.
  • Fase verde: Também podem reabrir eventos, convenções e atividades culturais com público em pé poderão voltar a acontecer quando houver uma estabilidade de quatro semanas do estado de São Paulo na fase verde (4), também com restrições.

 

 

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