Terça, 21 Setembro 2021

Notícias Gerais

FOLHA DE S. PAULO CITA COTIA EM SOBRE FALTA DE MULHERES NA POLÍTICA

A Folha de hoje, 18 de setembro, traz matéria de capa sobre a falta de mulheres na política na região da Grande S. Paulo. Com o título “Grande SP vive apagão de mulheres eleitas”, o jornal destaca, no mesmo título, que “Cotia só escolhe homens há 35 anos”.

Na Grande S. Paulo, ainda segundo o jornal, mulheres são apenas 8% dos vereadores. Em reportagem de Girrana Rodrigues, Halitane Rocha e Katia Flora, a matéria informa que a última vez que Cotia elegeu uma mulher vereadora, o Brasil ainda vivia os últimos momentos da ditadura militar.
No caso, foram duas mulheres: Gilda Pompeia (PMDB) e Sonya Gaioto (PT) e as eleições foram em 1982. Desde então, duas suplentes chegaram a assumir uma vaga nas quatro décadas de lá para cá, mas nenhuma mulher foi eleita desde então.
Ao todo, 12 cidades não elegeram nenhuma mulher para os legislativos em 2016. Ainda segundo a reportagem, de 664 vereadores no total da região, apenas 56 são mulheres, percentual de 8%, menor que a média nacional, que é de 13% - e das 39 cidades da região metropolitana, apenas 3 têm mulheres no comando do Executivo.
O jornal cita estudo da cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro Sousa Braga, que cita o grande número de siglas comandadas por homens, “verdadeiras oligarquias que controlam essas máquinas”.

 Entre os fatores que levam ao baixo número de legisladoras está a forma como os partidos funcionam, avalia a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos Maria do Socorro Sousa Braga.
A pesquisadora aponta também a falta de atrativos para a entrada de mulheres de na política; segundo ela, “elas acabam preferindo continuar tentando crescer na carreira profissional a deixar isso tudo para tentar um cargo político, dada a competitividade que é muito alta no Brasil."
A Folha cita a candidata Olympia Navasques, candidata em Cotia pelo PT, que tem avaliação semelhante à da professora, mas cita que o fato de as mulheres se desdobrarem entre vida pessoal e profissional também é uma barreira. “A divisão desigual do trabalho doméstico não favorece a participação da mulher na política."
“As mulheres das periferias estão mais preocupadas em sobreviver do que participar da política e aí parece que os debates são mais elitizados e isso me angustia muito.”
Esta será o segundo pleito consecutivo disputado por Olympia, que quer levar pautas para o apoio às mulheres vítimas de violência doméstica. Olympia é filiada ao PT há 30 anos.

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