Terça, 21 Setembro 2021

Notícias Gerais

SACRIFÍCIOS NO ALTAR DA POLÍTICA

Comentamos, em postagem do dia 27 de novembro, que com certeza após as eleições o governo tomaria providências a respeito do aumento de casos da COVID-19.

E não deu outra.

Um dia apenas após a vitória dos tucanos em São Paulo, que elegeu Bruno Covas para um segundo mandato, o governador – que também é do PSDB – deu um aperto nas medidas sanitárias de quarentena, naquilo que a Folha de S. Paulo de hoje chama, em editorial, de “Estelionato sanitário”.

A diferença entre Covas e Boulos, em votos válidos, foi de 20 pontos percentuais e, segundo o jornal, essa vantagem talvez estivesse em risco se as medidas de quarentena tivessem sido tomadas pelo governador antes do segundo turno.

Uma semana antes das eleições, a taxa de ocupação em leitos de enfermaria na capital chegou a 60% para hospitais estaduais e 66% na rede privada. A última vez que o patamar de 60% de ocupação foi ultrapassado ocorreu em maio, quando atingiu 65% - praticamente o mesmo que hoje, seis meses depois.

Se o governo realmente quisesse agir a tempo e a contento, deveria ter tomado medidas lá atrás, há pelo menos duas ou três semanas. Já sabia, o governador, da gravidade anunciada pelo aumento da curva de Covid-19.

Mas não se tomou nenhuma medida preventiva. O crítico maior de Jair Bolsonaro, que é João Doria, agiu como o criticado, fazendo do aumento do contágio um mal menor; a Folha indaga: o que mudou em 24 horas (contadas do domingo de eleições) que justificasse tomada de providências restritivas imediatas ?

Nada de novo surgiu. O nosso mandatário já sabia dos problemas e já tinha “se mostrado preocupado” no início de novembro, quando o site Uol projetou 2.000 mortes em dez dias (entre 5 de novembro e 15 de novembro), pulando do patamar de 39 mil para 41 mil mortes nesse prazo.

De lá para cá, as estatísticas, bem a propósito, são difusas e confusas. Mas, tivesse o Estado tomado medidas restritivas – os municípios tocam conforme a música executada pelo governador – e aumentado a fiscalização em bares, festas e praias, com certeza seriam salvas centenas de vida.

Essas vidas foram sacrificadas pelos nossos governantes no altar da política. Como salientou o a “Folha”, ao final do editorial, “Atrasos têm consequências funestas. Nas próximas semanas, paulistas e paulistanos descobrirão qual o preço, em infecções e óbitos, de ver o poder público procrastinar medidas sanitárias inevitáveis.”

Esperemos que não sejam cobradas mais vidas do que já foram. Mas o tempo dirá. Vamos acompanhar as medidas que os prefeitos têm que tomar para fazer valer as restrições.

O site cotiaecia.com.br (https://www.cotiaecia.com.br/2020/11/cotia-e-todo-o-estado-de-sp-voltam-para.html) lista como ficam as atividades na fase amarela:

  • Academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica terão capacidade de ocupação máxima limitada de 60 para 30% do local e o horário reduzido de 12 para 10 horas, serão permitidas aulas e práticas individuais, já aulas e práticas em grupo serão suspensas;
  • Ocupação máxima de Shopping centers, galerias, comércio e serviços passa de 60 para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Praças de alimentação devem ser ao ar livre ou em áreas arejadas;
  • O consumo local em restaurantes ou bares devem funcionar somente ao ar livre ou em áreas arejadas, a ocupação máxima passará de 60 para 40% da capacidade do local e o horário de funcionamento será restrito a 10 horas por dia;
  • Ocupação máxima de salões e barbearias passa de 60 para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Eventos, convenções e atividades culturais com público em pé voltam a ser proibidos. Além disso, terão sua capacidade máxima limitada de 60 para 40%, o controle de acesso será obrigatório, assim como hora e assentos marcados.

Também de acordo com o site cotiaecia.com.br, “de quinta-feira (26/11) até hoje (30/11) foram 89 casos, quatro mortes e sete internações a mais na cidade. Os dados são dos boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde.” Mais detalhes no site.

 

 

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