Terça, 21 Setembro 2021

Notícias Gerais

2021 CHEGOU – E NADA MUDA, POR ENQUANTO

Por toda parte, em memes e postagens as mais diversas, há um consenso geral de que 2020 deve ir embora logo para dar lugar a um 2021 feliz, alegre, sem pandemia e sem atribulações.


Será ? não é o que parece. Verdade, isto sim, que tudo continuará como dantes, senão pior. A conferir:
- Bolsonaro continua o mesmo inconsequente de sempre. Em qualquer país normal, o presidente deve liderar o esforço contra a mais mortífera pandemia que assola o mundo desde 1918. Mas o nosso presidente, além de não fazer nada para combater a pandemia, procura sabotar todos os esforços daqueles que a estão combatendo – como diz a Folha, com indisfarçável satisfação.
- São 195 mil mortes no Brasil todo. Grande parte poderia ser evitada se houvesse liderança nacional. Mas não há e quando os governadores tomam a dianteira, Bolsonaro e seus seguidores riem e fazem pouco caso. O que se passa na cabeça de um homem já idoso, presidente de um dos maiores países do mundo ao chamar de maricas e frouxos quem se previne contra a doença ? e chamar de “calcinhas apertadas” o governador do maior Estado do Brasil, que embora seja seu adversário político, tomou a iniciativa contra a pandemia ? é isso que Bolsonaro não perdoa. Não faz e não deixa fazer.
- Vacina ? ora bolas, para que ? questionado se estava se sentindo pressionado ao ver outros países na frente na vacinação, o presidente respondeu que “ninguém o pressiona para nada”. No caso, salvar vidas...
- Hoje terminaria o estado de calamidade pública decretado no início do ano e que obriga União, Estados e Municípios a prestar auxilio a quem está sofrendo prejuízos por causa da pandemia. Ninguém se mexeu para prorrogar a calamidade pública – foi preciso um ministro do STF tomar a iniciativa e prorrogar um decreto indispensável para os brasileiros. Por causa disso, o ministro Lewandowski foi criticado pelo deputado Kim Kataguri, que ficou revoltado por ter sido tomada a decisão “enquanto o Congresso está em recesso”. Ora, então, enquanto os deputados estão de férias o povo deve aguardar seu destino, simplesmente ?
- 2021 seria melhor – se Bolsonaro tivesse um plano para amparar quem deixará de receber o auxilio emergencial, se tivesse um plano para destravar a economia e gerar empregos e um plano para vacinar toda a população (a comparação é da Folha). Mas não tem, e quem está perdido nesse tiroteio são os brasileiros.
- O fim do auxílio emergencial foi confirmado por Bolsonaro – e questionado sobre a vacina, minimizou: “toca a vida” – deveria ter falado “toca a morte...”, porque o número de brasileiros infectados, hoje, é maior do que no início da pandemia, em março. E vem aí uma mutação, natural, do vírus, que é várias vezes mais potente e mortal que o que combatemos hoje.
- No total, o Brasil teve 24% mais mortes do que o esperado em 2020. Os bolsonaristas precisam pensar, antes de falar que as mortes são causadas por dengue, chigunkunya, infarto e levados à conta do Covid. Não são. O levantamento foi feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde e pelo consórcio formado para acompanhamento das mortes, e excluem as mortes ocasionadas por outras causas que não a Covid-19.
Proporcionalmente, a região com mortes a mais foi a Norte (21.920 óbitos, 43% a mais); Centro-Oeste, (19.463 óbitos a mais, 37% a mais); Nordeste, com 71.889 mortes, 35% a mais; Sudeste com 73.096 mortes (19% a mais) e Sul, com 8.748 mortes a mais (7%).
- Não há planejamento para nada. Quando o general Pazuello decidiu comprar vacina, daí é que foi comprar seringas – e só conseguiu 2,3% das seringas necessárias... precisa dizer mais sobre a falta de planejamento ? a ideia era comprar 331 milhões de seringas e agulhas, mas só conseguiu fornecedor para 7,9 milhões. E vai faltar mesmo seringas e agulhas, adverte o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Alguém viu alguma nota de que o governo está procurando alternativas ? não há, porque nada está sendo feito.
- Se o presidente não dá bola para a pandemia e abraça correligionários em lotéricas, bares e praias – sem usar máscara – outros brasileiros, irresponsavelmente, agem da mesma forma. Quem decide não usar máscara faz uma opção pela própria possível morte – mas não tem o direito de expor outros brasileiros a uma doença que não querem.
- Festas, baladas e comemorações coletivas se sucedem. Afinal, se o presidente diz que tudo está normal... No dia 29, duas dezenas de deputados e vereadores do Rio de Janeiro ignoraram a Covid e participaram de uma pelada comemorativa de fim de ano. Pergunta-se: comemoraram o que ?
- Cidades do litoral sul do estado de S. Paulo desistiram de restringir acesso às praias. Pensando bem, para quê, se o presidente dá o mau exemplo ? Com isso, milhares de turistas irão “pular onda” e confraternizar, celebrando a chegada do ano novo – naturalmente, com muita bebida e sem máscaras. Os municípios já estão preocupados com o retorno desses turistas, que podem trazer mais Covid para seus locais de origem.
Vamos entrar em 2021 do jeito que estamos agora: sem governo central para nos orientar, cada governador e prefeito fazendo o que bem entendem, povo desrespeitando as normas de não contaminação, insegurança quanto à continuidade do estado de calamidade, indefinição quanto à vacinação, falta de planejamento econômico... o que há de novo? Apenas o presidente articulando com os “corruptos” de ontem (assim ele os chamava) para articular sua reeleição.
O povo ? ora, o povo... dane-se.
Eita, Brasil !
(Escolhemos uma foto da Técnica de Enfermagem Valdirene Aparecida Machado, de seu arquivo pessoal, carregando no colo uma idosa do Asilo São Vicente de Itapeva, SP. O local teve 15 mortes por Covid-19 e 70 infecções. A atitude de Valdirene merece muitas homenagens e mostra o carinho que os profissionais de saúde têm para com os doentes. São, sem dúvida, os heróis do ano. Obrigado, Valdirene)

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