Terça, 21 Setembro 2021

Notícias Gerais

Prefeitura de SP inaugura 2ª casa para acolher trans e travestis

A Prefeitura de São Paulo inaugurou ontem a Casa Florescer 2, um centro de acolhida para travestis e mulheres transexuais. Com espaço para acomodar 30 pessoas e com 26 vagas já preenchidas, a maioria das moradoras passou por abandono familiar, contextos de violência, falta de oportunidades no mercado de trabalho e estudo.

Com o objetivo de superar essas situações, elas montam um plano de vida para os próximos seis meses - tempo que podem permanecer na casa. Elas contam com o apoio de uma psicóloga, uma assistente social e o gerente do lugar, Gilson Reis, de 49 anos. O atendimento é individual e cada uma fala suas histórias, sonhos e frustrações aos profissionais, para assim definir metas em prol de um futuro próspero.

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Segundo Reis, muitas demonstram, durante as conversas, que sofrem desde a infância com conflitos de identidade de gênero e grande parte conta que já morou nas ruas de São Paulo ou em abrigos masculinos, pois os femininos não as aceitam. "Elas trazem para cá a dor do preconceito e da rejeição. Fora isso, as dificuldades nas ruas são grandes: não têm acesso à alimentação, banho e outras questões de higiene", afirma.

A fim de transformar a negligência em perspectiva de vida, o projeto oferece refeições, rodas de conversa, oficinas, palestras, festas, filmes, passeios e um acompanhamento socioeducativo e psicológico diferenciado, de acordo com a necessidade de cada uma. Além disso, conta com empresas parceiras para inseri-las no mundo corporativo. "Nosso trabalho é dar para essas mulheres absoluta autogestão da vida. Queremos que todas tenham condições de conquistar autonomia financeira e estabilidade afetiva, pois as relações de muitas delas com os companheiros são dolorosas", explica Gilson Reis.

O objetivo do gestor se baseia em números e já traz efeitos para a sociedade. A Casa Florescer 1, inaugurada em 2015 no Bom Retiro, centro de São Paulo, recebeu até hoje 322 mulheres, das quais 88 conseguiram vagas no mercado de trabalho, cerca de 160 voltaram a estudar e todas aderiram a tratamentos de saúde.

De acordo com a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), Berenice Giannella, a pasta já discutia a criação de uma segunda unidade do centro de acolhida desde o começo deste ano, para suprir a alta demanda da primeira, uma vez que a procura pelo projeto é alta desde sua criação.

Berenice destaca ainda que existe a possibilidade de abrir uma terceira Casa Florescer mais a frente, a depender dos resultados do Censo de População de Rua de 2020, que terá taxas de vulnerabilidade das transexuais e travestis na cidade. "Se houver necessidade, vamos atrás de recursos ano que vem.

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