Sexta, 23 Julho 2021

Notícias Gerais

Lúcia Valentim Rodrigues, do UOL

Grande São Paulo vai regredir para a fase laranja do Plano São Paulo, que é a segunda com mais restrições a partir de segunda-feira (25).

Outras seis regiões passarão da fase laranja para a fase vermelha, em que só atividades essenciais podem funcionar.

Bauru, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté passam da fase laranja para a vermelha. Já Barretos vai direto da amarela para a vermelha. Marília permanece nessa fase mais restritiva. Essas cidades representam 22% da população paulista.

O governo de João Doria (PSDB) também determinou que todo o estado de São Paulo ficará em fase vermelha todos os dias, das 20h às 6h, também a partir de segunda. A medida valerá também para todo o estado, nos finais de semana e feriados, a partir do próximo final de semana, nos dias 30 e 31. Por enquanto, o prazo para isso é até 7 de fevereiro.

Essas ações visam conter as aglomerações em bares e restaurantes, consideradas pelo governo como momentos de maior risco de contágio da covid-19.

A retomada das aulas presenciais na rede estadual foi adiada para o dia 8 de fevereiro. Há mais uma série de restrições para comércio.

As duas reclassificações do Plano São Paulo ocorridas neste ano não foram suficientes para conter o avanço da pandemia. Atualmente, o estado e a Grande São Paulo têm mais de 71% dos seus leitos de UTI para a covid-19 ocupados.

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/01/2021 04h00

Na terceira atualização em menos de 15 dias do Plano São Paulo, nesta sexta (22), a Grande São Paulo, onde se inclui a capital, foi atualizada para a fase laranja do plano São Paulo. Outras seis regiões do estado de São Paulo vão entrar para a fase vermelha

Ontem, O UOL já havia mostrado que ao menos três regiões passariam por essa regressão à fase vermelha, mas o número foi ampliado após coletiva de imprensa do governador João Doria (PSDB) hoje.

Segundo a nova atualização do Plano São Paulo, Bauru, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté passam da laranja para a vermelha. Já Barretos vai direto da amarela para a vermelha, se unindo a Marília, que já estava na fase mais restritiva.

Os índices nessas localidades pioraram em Bauru, Franca e Presidente Prudente, que vão se juntar à Marília nas regiões que regrediram após as festas de final de ano.

A fase mais rígida só permite o funcionamento normal em setores essenciais como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Demais comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

Dez regiões do estado ficaram na fase laranja, representando 78% da população. Outras sete estão na vermelha e abrigam 22% dos habitantes paulistas.

Araraquara, São João da Boa Vista, Campinas, Grande São Paulo e Baixada Santista passam da fase amarela para a laranja, que prevê o fechamento de bares para atendimento presencial e funcionamento de restaurantes apenas até as 20h, com capacidade reduzida.

As fases do Plano SP contra a covid-19

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O reajuste na alíquota do ICMS para carros zero-quilômetro em São Paulo, que passou de 12% para 13,3% desde a última sexta-feira (15), já surte efeitos para o consumidor.

Muitas marcas aumentaram os preços de veículos novos no Estado, que ficaram mais altos em relação aos valores praticados no restante do Brasil.

Dentre as fabricantes dos cinco automóveis mais vendidos do País em 2020, apenas a Volkswagen manteve os preços iguais da sua gama em todo o território nacional - incluindo o Gol, quinto modelo em volume de emplacamentos no ano passado.

Conforme apuração de UOL Carros, Chevrolet Onix e Onix Plus, respectivamente o primeiro e o terceiro colocados do "top 5", estão mais caros no território paulista, bem como os demais modelos da marca.

O mesmo vale para Hyundai HB20 e Fiat Strada, segundo e quarto colocados no ranking de vendas em 2020.

Considerando as versões de entrada dos modelos citados, a diferença nos preços sugeridos das tabelas "Brasil" e "São Paulo" é de pelo menos R$ 1 mil. Nas configurações de topo, chega a R$ 1,5 mil - caso do Hyundai HB20 Diamond Plus.

Confira a variação. Os valores abaixo não incluem o custo do frete, que pode variar de acordo com o Estado.

Chevrolet Onix

Chevrolet Onix MT 2020 - Divulgação - Divulgação

Îmagem: Divulgação

+ Preços Brasil: de R$ 60.790 a R$ 85.190

+ Preços São Paulo: de R$ 61.850 a R$ 86.650

 

Hyundai HB20

 

Hyundai HB20 Sense 2021 - Divulgação - Divulgação

Imagem: Divulgação

+ Preços Brasil: de R$ 52.290 a R$ 79.290

+ Preços São Paulo: de R$ 53.290 a R$ 80.790

 

Chevrolet Onix Plus

 

Chevrolet Onix Plus LT 1.0 aspirado - Divulgação - Divulgação

Imagem: Divulgação

+ Preços Brasil: de R$ 66.190 a R$ 89.390

+ Preços São Paulo: de R$ 67.320 a R$ 90.910

Fiat Strada

Fiat Strada Endurance Cabine Dupla Branca - Divulgação - Divulgação

Imagem: Divulgação

+ Preços Brasil: de R$ 67.490 a R$ 84.490

+ Preços São Paulo: de R$ 68.667 a R$ 85.964 

Volkswagen Gol

Volkswagen Gol 2019 1 - Divulgação - Divulgação

 

Imagem: Divulgação

+ Preços Brasil: de R$ 54.150 a R$ 66.050 (fabricante informa que tabela é a mesma em todo o País) 

 

Montadoras pressionam e Doria mantém reajuste

O reajuste no imposto para veículos novos vai subir ainda mais, para 14,5% a partir de abril. Já o impacto no setor de veículos usados é ainda maior: o percentual saltou de 1,8% para 5,5% em 15 de janeiro e cairá para 3,9% em abril.

Procurado pela reportagem, o governo João Doria informa que, no dia 14 deste mês, os secretários da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, e de Projetos, Orçamento e Gestão, Mauro Ricardo, estiveram reunidos com representantes do setor automotivo - os quais solicitavam a suspensão da alta na alíquota do ICMS.

Na ocasião, as montadoras ouviram dos secretários que o aumento seria mantido devido à "necessidade de manter a redução de benefícios fiscais de vários setores econômicos para alocar recursos para áreas prioritárias de educação, saúde, segurança e assistência social"

Ainda de acordo com o governo, o aumento no imposto integra programa de ajuste fiscal, que não envolve apenas veículos e é motivado pela crise econômica e pela queda na arrecadação decorrentes da pandemia do coronavírus.

Conforme a Secretaria da Fazenda, a expectativa é proporcionar recursos na ordem de R$ 7 bilhões somente com o ICMS cobrado do setor.

Segundo a secretaria, o objetivo é "fazer frente aos R$ 10,4 bilhões de déficit previstos em 2021 e garantir o pagamento de servidores e serviços públicos de qualidade para a população".

'Governo não olhou as consequências'

Cerca de uma semana antes da reunião, conversamos com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a associação das montadoras.

Na ocasião, o dirigente confirmou que a entidade já estava tratando do assunto com o governo paulista e disse esperar que a gestão Doria repensasse a decisão.

Segundo Moraes, o aumento no ICMS poderá resultar em queda das vendas, perda de empregos e fuga de investimentos no Estado.

"O governo de São Paulo pensou na arrecadação dele e não olhou as consequências. O Estado é responsável por mais de 40% da produção da indústria automotiva no País e a gente está considerando um volume de crescimento menor do mercado automotivo em 2021, de 15%, por conta desse impacto do ICMS", avaliou.

Ainda de acordo com o chefe da Anfavea, a maior carga tributária é capaz de levar as fabricantes a direcionar seus investimentos em novos produtos para outros Estados e levar clientes residentes em São Paulo a comprar veículos onde o tributo é mais baixo.

"Isso vai contra o que a gente imaginava, especialmente em um momento de recuperação da indústria automotiva. O mercado vai reagir. Pode ser que alguém queira comprar carro em outro Estado. A sociedade vai reagir ao impacto do imposto e aí começa a bagunça", disse, sem deixar de mencionar o impacto no setor de usados. 

Ontem, houve uma carreata de revendedores na capital, em protesto contra a medida.

Vale destacar que, ao menos no papel, a convenção de marca e a Lei Ferrari, que estabelecem a relação das montadoras com sua rede de distribuidores e os respectivos clientes, vedam a atuação de concessionários fora da sua área delimitada de atuação.

Ou seja: em tese, revendas instaladas fora do Estado paulista não poderiam vender veículos a clientes que moram em outras unidades da Federação..

 

Renato Pezzotti

Busca por locais ao ar livre, obsessão por produtos de higiene e limpeza e mistura entre modelos físicos e virtuais. São algumas das tendências apontadas pela Euromonitor International, consultoria global de pesquisa de mercado, em seu relatório anual de tendências de consumo para 2021. Segundo a consultoria, os consumidores acreditam que é "hora de construir um futuro melhor".

"As empresas devem colaborar para a criação de um mundo mais sustentável, contribuindo para a solução da desigualdade social e dos danos ambientais", diz o relatório. Além disso, os consumidores querem mais conveniência, espaços ao ar livre e que as empresas os ajudem em questões do dia a dia, como o apoio entre vida pessoal e profissional.

Confira as dez principais tendências globais de consumo apontadas pela Euromonitor para 2021:

1. Refúgio ao ar livre

Locais abertos serão refúgios para os consumidores confinados. As pessoas pretendem se reconectar com a natureza e buscar locais ao ar livre para o lazer e para uma "socialização segura".

2. Obsessão por segurança sanitária

Há um novo movimento pelo bem-estar. O medo do contágio aumentou a demanda por produtos de higiene e estimulou os consumidores a buscar soluções que não requerem contato físico. As empresas devem implementar inovações e medidas de segurança voltadas para diminuir as preocupações dos consumidores.

3. Pechinchar

Consumidores estão cautelosos e moderados. Os gastos com supérfluos estão diminuindo. Agora, eles querem produtos e serviços com um maior valor agregado e alinhados às medidas sanitárias. As empresas deverão oferecer opções acessíveis, sem redução da qualidade. Histórias que despertem empatia e que tenham ligações com saúde, autocuidado e bem-estar psicológico estarão em alta.

4. Novos espaços de trabalho

A expressão "fora do escritório" ganhou um novo significado. A tendência influenciou vestuário, gastos com tecnologia e hábitos alimentares, por exemplo. As empresas precisarão apoiar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e atender às necessidades de produtividade e de comunicação.

5. Crise de confiança

Preconceitos e desinformação estão causando uma crise de confiança. Desconfiar dos líderes agora é a regra. Para aproveitar esta tendência, as empresas deverão realizar ações de marketing mais precisas nas redes sociais e no mundo dos games, dando voz aos consumidores e pressionando as plataformas, como Facebook, Twitter e Youtube, a combaterem a desinformação.

6. Usar melhor o tempo

Os consumidores precisam ser mais criativos com a distribuição do tempo. As empresas devem propor soluções que atendam ao desejo do consumidor de otimizar seu tempo, oferecendo uma maior flexibilidade, especialmente com relação a produtos e serviços acessíveis a partir da casa do cliente, ou em sua vizinhança.

7. Mistura dos mundos físico e virtual

O modelo híbrido, formado pelos mundos físico e virtual, já é realidade. As empresas devem integrar processos virtuais nos espaços físicos, para oferecer uma nova possibilidade aos consumidores que preferirem ficar em casa. A oferta de experiências virtuais nos lares ainda é crucial para impulsionar vendas online (e coleta de dados).

8. Bem-estar psicológico

A pandemia reformulou o cotidiano, testando a resiliência psicológica das pessoas. Os consumidores agora têm uma nova compreensão sobre si mesmos e buscam uma vida mais plena, equilibrada e melhor. As empresas deverão fornecer produtos e serviços que auxiliem na promoção do bem-estar psicológico e que ajudem os consumidores a lidarem com circunstâncias adversas.

9. Sustentabilidade

Consumidores esperam iniciativas orientadas por propósitos, que apoiem a sustentabilidade.

10. Adaptação das empresas

Eles querem que as empresas adaptem rapidamente suas operações, mantendo a agilidade e a continuidade da jornada de compra em todos os canais.

Colaboração para o UOL,

 

Uma investigação foi aberta hoje pelo MP (Ministério Público) do Amapá contra o secretário de Saúde de Serra do Navio, Randolph Scoot, após ele aparecer em uma foto tomando a vacina contra a covid-19. O inquérito quer saber se o gestor "se beneficiou do cargo em detrimento de profissionais de saúde".

imagem circulou nas redes sociais e gerou críticas ao secretário por não ser profissional da saúde e por ter questionado em seu perfil a eficácia da CoronaVac, imunizante usado na vacinação, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac.

De acordo com o Plano de Imunização de Serra do Navio, serão imunizados "todos os trabalhadores da Saúde", abrangendo todas as especialidades e funções das equipes de multiprofissionais

O Amapá recebeu na terça-feira (19) pouco mais de 30 mil doses do imunizante para serem distribuídos aos municípios. No mesmo dia, Serra do Navio recebeu um lote com 89 doses.

Ao UOL, Scoot disse que atua na linha de frente de combate à pandemia por se reunir cotidianamente com profissionais de saúde e a comunidade.

"Temos quase 90 trabalhadores. Um deles sou eu, que estou direto na linha de combate. Vamos levar nosso plano de imunização ao MP e relatórios das nossas ações que geraram até prêmios de combate à pandemia. Quem coordena, reúne com a comunidade e demais servidores sou eu, pois sou secretário e estou nessa linha de frente", justificou.

O MP pediu que o secretário se manifeste em até 48 horas. Caso seja constatada alguma irregularidade, ele poderá responder por improbidade administrativa na esfera cível e por infração de medida sanitária preventiva no âmbito criminal.

Meses antes, secretário criticou vacina

Scoot tomou a vacina meses depois de usar as redes sociais para criticar a CoronaVac.

"O doente mental quer obrigar nosso povo a usar a vacina chinesa. Já não basta a porra deste vírus chinês?", escreveu o secretário em 22 de outubro, em referência ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que negociou com o laboratório chinês SinoVac a parceria da fabricação do imunizante pelo Instituto Butantan.

Em outra postagem, no mesmo dia, Scoot mais uma vez atacou a vacina que meses depois tomou. "Nós não somos cobaias", refutou.

Questionado pelo UOL, Scoot afirmou que "não tomou vacina da China" para se imunizar contra a covid-19. "Tomei [a vacina] do Butantan", diz o secretário — vale ressaltar que todas as vacinas da CoronaVac que estão no Brasil ainda são importadas da China.

"Estão me batendo porque politizam uma crise mundial. Tanto o pessoal do Bolsonaro quanto do PT estão politizando a pandemia. Além de ser diabético, meu médico recomendou que eu tomasse porque sou hipertenso, diabético e bariátrico. Eu não queria, mas o médico disse que deveria tomar e por esse motivo fui vacinado", declarou.

 

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, oferece 1.400 vagas para cursos de qualificação profissional em diversas áreas, na região serão 100 vagasAs aulas são de curta duração e há opções de cursos presenciais e remotos, realizadas no modelo de Ensino à Distância (EAD). Além disso, os cursos acontece de maneira totalmente gratuita e são realizados em parceria com o Centro Paula Souza e SENAC.

Entre os municípios que serão contemplados com as vagas: Carapicuíba (40),  Itapevi (20), Osasco (60) e São Paulo (580) As oportunidades são nas áreas de gestão, tecnologia, marketing, entre outras opções que podem ser consultadas no site do Via Rápida.

As inscrições já podem ser realizadas pelo site www.cursosviarpaida.sp.gov.br e se encerram no dia 25, próxima segunda-feira. Podem se inscrever candidatos e candidatas que tenham a partir de 16 anos, alfabetizados e domiciliados no Estado de São Paulo. Caso o número de inscritos seja superior ao número de vagas, serão priorizadas as pessoas desempregadas, com baixa renda e com deficiência.

A convocação dos candidatos selecionados ocorrerá via e-mail. As aulas têm previsão de início entre o final do mês de janeiro e o início de fevereiro. Para receber o certificado, o aluno deve ter ao menos 75% de presença nas aulas.

Sobre o Via Rápida

O programa atua na qualificação e formação profissional dos inscritos com foco no desenvolvimento da criatividade de forma inovadora e empreendedora. O objetivo é contribuir com a geração de emprego e renda em segmentos da cultura, inovação, design, desenvolvimento de softwares, publicidade, gastronomia, turismo e áreas ligadas ao entretenimento. Os cursos são realizados em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Centro Paula Souza.

Todos os municípios do estado de São Paulo deverão ir para fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, neste final de semana. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo UOL.

O governo de São Paulo e o Centro de Contingência ao Coronavírus estão discutindo aplicar essa nova estratégia a partir de sábado até a segunda-feira, visando conter o aumento de casos, internações e mortes por covid-19 no estado. A decisão será anunciada amanhã, durante evento no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, mas não se sabe a duração da medida.

Uma ideia semelhante foi aplicada pelo governo no mês de dezembro, para tentar convencer a população a não se aglomerar nas festas de Natal e Réveillon. O estado entrou em fase vermelha nos dias 25, 26 e 27 e 1º, 2 e 3 de janeiro.

Na fase vermelha, só podem abrir os setores considerados essenciais.

As fases do Plano SP contra a covid-19

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 Vermelha

O Projeto de Lei 5650/20 prorroga o pagamento do auxílio emergencial como medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19, com valor de R$ 600, até abril deste ano.

O auxílio foi criado pela Lei 13.982/20 para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a emergência de saúde pública provocada pela doença. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

Pago desde abril de 2020, sendo as cinco primeiras parcelas de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300, o auxílio emergencial acabou extinto em 31 de dezembro do ano passado, juntamente com o fim da vigência do decreto 6/20, que reconheceu a situação de emergência de saúde no País.

Autor do projeto, o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econômicas trazidas pelo auxílio emergencial devem ser mantidas. “Ainda que de forma temporária, o benefício contribuiu para reduzir o índice de pobreza da população e para manter a atividade econômica”, diz Brazão.

“Caso o auxílio não tivesse sido oferecido desde abril de 2020, o índice de pobreza teria saltado para 36% durante a pandemia. Além da queda de renda da população, o fim do benefício vai afetar a arrecadação de estados e municípios e os pequenos comércios locais”, acrescentou.

STF

Uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2020, garantiu a prorrogação das medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia, mas não prorrogou o decreto que reconheceu o estado de calamidade pública nem o pagamento do auxílio-emergencial.

Na prática, com o fim do estado de calamidade, o governo volta a ficar submetido às imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo obrigado a cumprir metas de execução do orçamento e limites de endividamento e de gastos com pessoal, o que reduz sensivelmente os recursos disponíveis para financiar políticas de assistência social e ações emergenciais na saúde e no setor produtivo.

 

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