Terça, 21 Setembro 2021

Vacinação a passos lentos pode gerar novas mutações do coronavírus e agravar pandemia do UOL, em São Paulo

Por tanto da falta de dados e de coordenação do governo brasileiro no que se refere ao mapeamento, comunicação e uso de informações sobre novas variantes, o Brasil passou a ser alvo de "chacota" nas reuniões  internacionais. Pior: caso não consiga imediatamente vacinas adicionais para compor o portfólio de vacinas contra covid-19 no país vive uma ameaça.

O alerta, publicado hoje na coluna de Jamil Chade, é da professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás, Cristiana Toscano, única brasileira membro do Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu Grupo de Trabalho de Vacinas para covid-19.

De acordo com a especialista, a melhor forma de coibir o surgimento de variantes é reduzir a transmissão viral através de distanciamento social e a vacinação. Mas se o vírus continuar a circular em uma população parcialmente imune, trata-se de um "estímulo para o aparecimento de novas variantes".

"No Brasil, não há vacinação intensificada em Manaus, não houve restrição de circulação de pessoas em Manaus ou nenhuma outra ação de saúde pública objetivando a contenção da nova variante. Nada. Então as pessoas entram e saem de Manaus e estão circulando no Brasil inteiro. A vacinação chegou a ser suspensa. Tudo o que não deveria ocorrer esta ocorrendo."

O argumento é claro: uma imunização lenta abre novas possibilidades para a evolução do vírus e o surgimento de novas variantes.

Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo

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