Terça, 21 Setembro 2021

Notícias de Saúde

PRIMEIRO ANTICONCEPCIONAL MASCULINO JÁ TEM PREVISÃO PARA CHEGAR AO MERCADO

O primeiro anticoncepcional masculino já tem previsão para chegar ao mercado, desenvolvido por um grupo de cientistas indianos, o RISUG (Inibição Reversível do Esperma Sob Controle) deve receber todas as licenças necessárias para sua aprovação dentro de seis a sete meses, após essa etapa, o produto deverá ser disponibilizado para fabricação.

Em formato injetável, o medicamento terá ação de 13 anos, que pode ser revertida a qualquer momento. A terapia já foi testada em mais de 300 voluntários e os resultados, que mostraram 97% de eficácia, foram encaminhados ao Controlador Geral de Remédios Indianos, órgão do governo responsável pela aprovação de fármacos naquele país.

Em janeiro deste ano, o controlador geral de medicamentos naquele país já tinha estimado um período para aprovação final do contraceptivo masculino: “Eu diria que ainda levará alguns meses para que todas as aprovações sejam concedidas antes que o produto possa ser fabricado”, avaliou na época, em entrevista ao Hindustan Times.

Cautela

Apesar das expectativas promissoras dos cientistas indianos, o método ainda é questionado por entidades médicas. Segundo o urologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Daher Chade, o método é bastante promissor, entretanto, ainda requer mais testes: “É um método promissor, mas ainda requer uma avaliação de fase 3, que é aquela fase final de estudo clínico", ressalta o especialista em entrevista publicada no portal do Instituto de Longevidade. "É nessa fase que se avalia a eficácia num grupo maior de pacientes", completa.

Iniciativas semelhantes

Cientistas nos Estados Unidos também estão trabalhando em um método contraceptivo masculino, contudo, em forma de pílula, que poderá ser tomada uma vez ao dia. Essa inciativa também está em fase de testes.

A substância contém testosterona modificado que trabalha as ações do androgênio (hormônio masculino) com a progesterona. "Estão em estudo algumas drogas não hormonais que podem chegar no mercado nos próximos anos e essas são mais promissoras do que as que têm sido atualmente estudadas, que são essas hormonais", destaca Daher.

 

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