Terça, 21 Setembro 2021

Notícias de Saúde

Restrições aumentam na Europa; matemática é arma contra epidemia

Este último sábado, 14, foi marcado pela ampliação de medidas de restrição de circulação de pessoas na Europa: a Espanha decretou estado de emergência, permitindo somente os deslocamentos essenciais, e a França decidiu fechar todos os bares, restaurantes e cinemas em um esforço para conter o avanço do coronavírus. Como sabemos, a Itália já vive essa realidade desde a segunda-feira passada, quando determinou que toda a população ficasse em casa. São marcas de uma epidemia que hoje é mais intensa naquele continente do que na China, onde surgiu no fim do ano passado.

Entender a propagação da doença é chave para o desenvolvimento de estratégias eficazes de combate. E a matemática pode ajudar nessa compreensão. Se hoje você só puder, ou quiser, ler uma reportagem sobre coronavírus, recomendo esta: Como a matemática pode ajudar a entender (e combater) epidemias. O repórter Rodrigo Menegat não poderia ter sido mais didático ao explicar termos como "número básico de reprodução", "intervalo serial" e "razão caso-fatalidade".

Uma compreensão mais precisa sobre a gravidade do problema é algo que todos parecem estar buscando com mais atenção nos últimos dias. Duas entrevistas publicadas hoje ajudam nessa missão. A repórter Roberta Jansen conversou com o professor Sandro Cinti, da Universidade de Michigan, que discute a suposta contradição entre o grau de letalidade do coronavírus e a adoção de medidas drásticas, como o isolamento em países inteiros. "Se reduzirmos o número de internações, teremos menos problemas como falta de leitos e de respiradores. É por isso que as medidas drásticas fazem sentido, para impedir essa sobrecarga ao sistema de saúde", diz ele.

A mensagem do virologista da USP Paolo Zanotto é ainda mais enfática: "É preciso adotar e ampliar medidas de distanciamento social, como evitar aglomerações, incentivar o trabalho e o estudo em casa, o isolamento dos idosos. As curvas de crescimento da doença estão mostrando um comportamento ascendente moderado nos países em que essas medidas foram implementadas no momento correto".

Como você está lidando com o coronavírus

Pedi ontem que vocês me contassem um pouco sobre eventuais mudanças na rotina já impostas pela nova realidade do coronavírus. Vai trabalhar de casa? A aula do filho foi suspensa? Falem comigo pelo Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp no 11 97656 4905.
Olha, ontem o consultor de vendas técnicas Carlos Säuberlich, de 58 anos, me mandou a seguinte mensagem: "Sim, já sentimos, eu e minha esposa, os problemas aqui em Londres. Já garanti o estoque de feijões e arroz e otras cositas mas com papel higiênico para 3-4 meses. Sou um brasileiro que mora aqui desde 2006. Not easy! Mas creio que isso passa em uns meses e, se sobrevivermos, estaremos todos diferentes..."

Certamente estaremos diferentes. O excelente Fernando Reinach, colunista do Estadão, analisou estudos que se debruçaram sobre o estado emocional das pessoas durante e após um isolamento. Vários impactos foram detectados, ele nos conta: depressão, estresse, mau humor, irritabilidade, insônia, estresse pós-traumático, raiva e exaustão emocional. Mas há uma mensagem valiosa na sua conclusão: "A quarentena tem efeitos psicológicos muito diversos e de longa duração. Como muito provavelmente a maioria de nós vai passar por um período de isolamento total ou parcial, é bom saber que os sentimentos fazem parte da resposta normal dos seres humanos. Esse conhecimento talvez nos ajude a enfrentar com mais coragem esse transtorno."

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